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Escritor, Compositor, Cantor e Professor

Contos, poesias, textos, músicas e sonhos.  A utopia de caminhar...

Os tempos são outros! Costumam dizer os mais antigos. Sou daqueles que vive e valoriza o presente. Não o futuro. A escritora polonesa Wislawa Szymborska, prêmio Nobel em literatura, dizia que quando ela pronunciava a palavra futuro, a primeira sílaba já ficava para trás. Já virava passado.

Viva o passado! É desse tempo que retiramos os ensinamentos que nos movem. O futuro serve apenas para projetarmos os nossos sonhos e persegui-los. Memórias do tempo reforça esse meu pensamento. Uma pontinha de inveja sinto neste momento! Devia ter escrito este livro... (Risos).

Elizeu Cardoso saiu de Pinheiro. Levantou voo tal qual as japeçocas em final da estação chuvosa, ágil o suficiente para galgar novos horizontes. Adquiriu um estilo literário elegante e refinado no manejo das palavras simples da gente de sua terra. Discípulo de Dona Cici, adquiriu o domínio da pena como poucos e se consolida como um exímio escritor, capaz de encher um caldeirão de palavras que nos soam aos ouvidos como melodia das mais belas canções.

Mas Pinheiro não saiu dele... Do baú de suas memórias, emergem palavras bem-postas e dispostas de tal forma que o leitor não sente o tempo passar, como se fossem as águas mansas do Pericumã rumo ao mar distante.

Deixe-se levar, meu caro leitor, nesta agradável leitura. Faça companhia a Marcionílio, Nha Belmira, Jereba e Brechó, personagens desta novela, e embarque na carroça do tempo em que Pinheiro era aquele pacato lugarejo livre de zoada e se deleite ao ouvir a sonoridade das palavras hoje esquecidas pelo tempo: Imbira, troíra, vara de forquilha, cojuba , mururu e curacanga.

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José Jorge Leite Soares (com muito orgulho, conterrâneo e amigo).